Marcha do 8 de março reúne cerca de 5 mil pelas causas das mulheres

12/03/2019 - 13:43

Na sexta-feira última (8 de março), conforme agenda global do movimento de mulheres, João Pessoa também realizou ato público em lembrança ao Dia Internacional da Mulher.

Na sexta-feira última (8 de março), conforme agenda global do movimento de mulheres, João Pessoa também realizou ato público em lembrança ao Dia Internacional da Mulher. Além da capital paraibana, Campina Grande e Cajazeiras também realizaram atos públicos como parte da programação da jornada que se estenderá por todo o mês de março.

    Luzenira Linhares, Secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-PB, ressaltou que o ato contou com uma diversidade de pautas, levando às ruas o grito das mulheres contra as reformas e por justiça a Lula e Marielle. “As palavras de ordem que ecoaram com mais força foram em defesa dos direitos como ‘não à Reforma da Previdência’, ‘não à violência contra as mulheres’, ‘justiça para Marielle Franco’ e ‘Lula Livre’”, explicou Luzenira.

    O movimento sindical cutista colocou na avenida uma significativa representação, ocupando a ala por direitos. Entre os sindicatos cutistas representados no ato, estavam Sindicato dos Bancários, Sinttel, SINTEM, Jornalistas, Sintricom, SINTESP, Sindicato dos Engenheiros, SINTEP, Sindicato dos Metalúrgicos e dos Têxteis com faixas, cartazes, bandeiras e banners em apoio às lutas das mulheres. 

    Para a Secretária de Comunicação da CUT-PB, Lúcia Figueiredo, o ato constitui o primeiro grande evento de rua do ano, mostrando que a resistência tem cor e gênero. “Todos os movimentos, com suas mais diversificadas pautas conseguiram se fazer unidade em prol de bandeiras comuns. O grito das feministas somado ao das mulheres trabalhadoras e quilombolas ecoou num mesmo tom. Foi de arrepiar”, resumiu. 

    Lúcia, que também é diretora do Sindicato dos Jornalistas, lembrou que a pauta pela democratização dos meios comunicação esteve presente, através do Sindicato da categoria, dando ênfase ao desmonte da Previdência e da legislação trabalhista, pelo fim da violência de gênero, contra a baixaria na TV, pelo fim do racismo e por um jornalismo sem machismo.