2 mil paraibanas em marcha por direitos e pela vida das mulheres 

Resistir e Lutar sempre

Escrito por: ascom CUT-PB • Publicado em: 09/03/2018 - 09:04 Escrito por: ascom CUT-PB Publicado em: 09/03/2018 - 09:04

Emmanuela Nunes

Nesta quinta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, o movimento de mulheres da Paraíba, integrado por entidades e organizações do campo e da cidade foram às ruas e levaram as bandeiras de luta pelo fim da violência, desigualdade e preconceito, na Marcha "Por Direitos e Democracia: pela vida das mulheres e pelo bem viver", que saiu da Praça Três Poderes, seguindo em direção ao INSS, finalizando o ato na Lagoa Parque Solon de Lucena, onde foi apresentado o manifesto em defesa dos direitos das mulheres. Mais de 100 ações acontecerão na paraíba durante o mês de março. Pelo menos cinco cidades realizaram mobilizações como João Pessoa, São Sebastião de Lagoa de Roça, Araçagi, Cajazeiras, Patos e Campina Grande.

O Dia Internacional da Mulher foi uma resolução da II Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhague, na Dinamarca, em 1910, em alusão à morte das operárias da indústria têxtil durante uma greve em Nova York (EUA), em 1857, quando lutavam contra a exploração, a fome e as desigualdades sociais e trabalhistas que destruía com a vida e os sonhos das trabalhadoras. O 8 de Março significou mais do que um dia trágico na história da humanidade, pois exponenciou ao máximo a violência e a tirania de um sistema dotado de machismo e preconceito.

Há muitos anos no Brasil e no mundo, as reivindicações e lutas das mulheres por direitos civis, políticos e sociais foram e continuam sendo travadas, principalmente com a questão da violência. A Lei do Feminicídio, por exemplo, sancionada em 2015, colocou a morte de mulheres no rol de crimes hediondos e diminuiu a tolerância nesses casos. Mas, talvez, a mais conhecida das ações de proteção às vítimas seja a Lei Maria da Penha.

Os dados do Mapa da Violência de 2015 mostram a dimensão do problema. Em 10 anos, 43 mil mulheres foram assassinadas no Brasil. João Pessoa é a 3ª capital do país onde mais se mata mulheres e a Paraíba ocupa o 4° lugar no ranking nacional entre os estados brasileiros onde mais ocorre este tipo de violência, já o Brasil está em 5° lugar no mundo.

Para além dessa questão, o golpe que assola o país numa crise que deixou mais de 12 milhões de desempregados, traz uma série de consequências para as mulheres, que são as mais prejudicadas, a exemplo da PEC do Teto (241/55) dos gastos públicos por 20 anos, já que com esse corte a limitação dos gastos diminui também a oferta do serviço público e são as mulheres mais pobres e as que perderam seus empregos que mais utilizam serviços como saúde, educação e creches. Entre outros como a lei da terceirização, a reforma trabalhista e a famigerada Reforma da Previdência, que recentemente devido à pressão popular teve sua votação adiada.

Para a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-PB, Luzenira Linhares, as conquistas das mulheres são fruto de muita luta e sacrifício. " Nossa luta é constante e se fortalece com um histórico de resistência que se amplia, principalmente em um cenário de ataques aos direitos e desmonte das políticas sociais por um governo golpista neoliberal. As mulheres foram às ruas lutar contra a reforma da Previdência, a retirada de direitos advinda da aprovação da reforma trabalhista, o desmonte de programas sociais criados pelos Governos Lula e Dilma, a exemplo do Minha Casa, Minha Vida, que favoreciam as mulheres; em defesa do SUS e pelo fim à violência. Essas bandeiras foram e continuam sendo nossa luta. Por isso, a importância de se fortalecer as mobilizações das mulheres e dos movimentos sociais", explicou.

Título: 2 mil paraibanas em marcha por direitos e pela vida das mulheres , Conteúdo: Nesta quinta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, o movimento de mulheres da Paraíba, integrado por entidades e organizações do campo e da cidade foram às ruas e levaram as bandeiras de luta pelo fim da violência, desigualdade e preconceito, na Marcha Por Direitos e Democracia: pela vida das mulheres e pelo bem viver, que saiu da Praça Três Poderes, seguindo em direção ao INSS, finalizando o ato na Lagoa Parque Solon de Lucena, onde foi apresentado o manifesto em defesa dos direitos das mulheres. Mais de 100 ações acontecerão na paraíba durante o mês de março. Pelo menos cinco cidades realizaram mobilizações como João Pessoa, São Sebastião de Lagoa de Roça, Araçagi, Cajazeiras, Patos e Campina Grande. O Dia Internacional da Mulher foi uma resolução da II Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhague, na Dinamarca, em 1910, em alusão à morte das operárias da indústria têxtil durante uma greve em Nova York (EUA), em 1857, quando lutavam contra a exploração, a fome e as desigualdades sociais e trabalhistas que destruía com a vida e os sonhos das trabalhadoras. O 8 de Março significou mais do que um dia trágico na história da humanidade, pois exponenciou ao máximo a violência e a tirania de um sistema dotado de machismo e preconceito. Há muitos anos no Brasil e no mundo, as reivindicações e lutas das mulheres por direitos civis, políticos e sociais foram e continuam sendo travadas, principalmente com a questão da violência. A Lei do Feminicídio, por exemplo, sancionada em 2015, colocou a morte de mulheres no rol de crimes hediondos e diminuiu a tolerância nesses casos. Mas, talvez, a mais conhecida das ações de proteção às vítimas seja a Lei Maria da Penha. Os dados do Mapa da Violência de 2015 mostram a dimensão do problema. Em 10 anos, 43 mil mulheres foram assassinadas no Brasil. João Pessoa é a 3ª capital do país onde mais se mata mulheres e a Paraíba ocupa o 4° lugar no ranking nacional entre os estados brasileiros onde mais ocorre este tipo de violência, já o Brasil está em 5° lugar no mundo. Para além dessa questão, o golpe que assola o país numa crise que deixou mais de 12 milhões de desempregados, traz uma série de consequências para as mulheres, que são as mais prejudicadas, a exemplo da PEC do Teto (241/55) dos gastos públicos por 20 anos, já que com esse corte a limitação dos gastos diminui também a oferta do serviço público e são as mulheres mais pobres e as que perderam seus empregos que mais utilizam serviços como saúde, educação e creches. Entre outros como a lei da terceirização, a reforma trabalhista e a famigerada Reforma da Previdência, que recentemente devido à pressão popular teve sua votação adiada. Para a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-PB, Luzenira Linhares, as conquistas das mulheres são fruto de muita luta e sacrifício. Nossa luta é constante e se fortalece com um histórico de resistência que se amplia, principalmente em um cenário de ataques aos direitos e desmonte das políticas sociais por um governo golpista neoliberal. As mulheres foram às ruas lutar contra a reforma da Previdência, a retirada de direitos advinda da aprovação da reforma trabalhista, o desmonte de programas sociais criados pelos Governos Lula e Dilma, a exemplo do Minha Casa, Minha Vida, que favoreciam as mulheres; em defesa do SUS e pelo fim à violência. Essas bandeiras foram e continuam sendo nossa luta. Por isso, a importância de se fortalecer as mobilizações das mulheres e dos movimentos sociais, explicou.



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